A Ponte Leonel Brizola, no centro de Campos, está ganhando cor e vida com as pinturas da residência artística do Festival Efeito – Edição Del@s. As intervenções estão sendo realizadas por cinco artistas, quatro residentes e uma voluntária, durante o mês de maio, sempre no período da noite, a partir das 23h, e durante madrugada, até as 5h, de segunda a sexta-feira; e aos sábados e domingos, das 9h às 18h.
A guarda municipal interditou com cones uma parte da Avenida José Alves de Azevedo, ao lado da Ponte Leonel Brizola, nos horários compreendidos, ficando em meia pista, para a segurança dos artistas. No outro lado da Ponte Leonel Brizola, no Centro, o trabalho em graffiti será iniciado na segunda-feira, 11 de maio, indo até o domingo, 17 de maio.
Nos próximos sábados, dias 9 e 16 de maio, ocorrerão oficinas formativas de graffiti, das 14h às 16h, com dois encontros gratuitos, duas horas de duração e dez vagas por turma. O encerramento do projeto acontecerá dia 24 de maio (domingo), das 10h às 16h, com apresentações multilinguagens e entrega dos murais ao público, na quadra embaixo da Ponte Leonel Brizola, no Centro.
A gestora do projeto e curadora, Franthesca Ribeiro, lembrou que o projeto conseguiu o recurso na iniciativa privada, por meio da Lei Rouanet.
“É gratificante Campos receber um festival que propõe uma galeria a céu aberto, audacioso também, tendo em vista que a gente já está há bastante tempo com esse sonho de colorir a cidade. A captação dos recursos veio via Lei Rouanet. Esse dinheiro dos impostos é convertido com a captação através do projeto e a gente devolve para a sociedade uma galeria a céu aberto e uma série de programações dentro do festival. Realmente é desafiador captar recursos pela Lei Rouanet, mas esse apoio, em parceria com a Secretaria de Turismo, foi fundamental para que esse projeto acontecesse”.
“Esse é um projeto que a gente está nele desde novembro do ano passado, planejando e dando forma. A gente fez questão de ter mais mulheres na equipe e formar mulheres artistas. Então, eu acho que está cumprindo um papel de formação, representatividade e pertencimento, tanto que as meninas, que são de Campos, as artistas selecionadas na residência, trazem um pouco desse depoimento de se sentir pertencentes a uma arte da cidade”, declarou Mariana Fagundes, coordenadora de comunicação do festival.